quinta-feira, 17 de junho de 2010

ATENÇÃO!

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Just a Downer. Venha prestigiar o desprestígio.

Este blog está desativado oficialmente a partir de agora.

sábado, 8 de agosto de 2009

Peixes

Quem mora em cidade grande, média ou pequena e tem como única opção de moradia um apartamento sabe como é difícil ter animais de estimação. O espaço limitado e os vizinhos chatos tornam a criação de bichos muito complicada. Vão-se os gatos e sua necessidade de liberdade, vão-se os cachorros e sua necessidade de espaço (ou não, depende de muitas variáveis. Eles, aliás, receberão um post em breve), vão-se pássaros e sua necessidade de espaço e barulho. Lógico que isso depende muito do animal, do dono e das condições disponíveis, mas o fato é que é difícil ter um animal em um espaço fechado de 150m² ou até menos.
Sempre tive problemas com isso. Eu era uma criança meio fechada e sem muito contato com outras pessoas, ficando enfurnado no quarto a maior parte do tempo. Nem vou perder muito tempo dizendo isso mais uma vez, leia meus posts antigos para entender. De qualquer forma, minha mãe um belo dia achou legal comprar um peixe pequeno, que não fosse difícil de cuidar e pudesse habitar espaços pequenos. Veio meu primeiro peixe betta.
Bettas, pra quem não sabe, são aqueles peixes pequenos multicoloridos que são conhecidos por viverem em aquários ridiculamente pequenos sem filtração nem nada, e pelos machos da espécie serem extremamente agressivos quando confrontam peixes de certas espécies, incluindo sua própria.

Eu tinha seis anos e uma péssima memória. Não duvido que ele tenha vivido menos que uma semana. Algum tempo depois veio o segundo. Ele já durou mais tempo, mas mesmo assim eu lembrava de dar comida pro coitado de vez em nunca. Depois, ganhei de aniversário de um amigo da minha mãe um hiper-aquário com três divisórias e um betta em cada uma! Cadê esse cara hoje? Bem que eu queria uma TV nova...
Alguns meses depois eu resolvi que ter peixes isolados era muito chato e ganhei duas Bettas fêmeas. Bem isso foi o que disse o vendedor. As fêmeas de betta não são agressivas, podendo viver tranquilamente com outras fêmeas, mas não foi isso que vi: uma delas perseguia a outra incessantemente pelo aquário, dias e dias, até que ambas morressem, provavelmente de fatiga. Droga, primeira vez que os peixes morriam e a culpa não era minha. :´(

Muito tempo depois, eu com 15 anos, comprei o primeiro betta em muitos anos, junto de outro pro meu irmão, mesmo que na verdade ambos fossem meus porque eu que acabaria cuidando deles. Surpreendentemente, os dois viveram mais de um ano! O peixe do meu irmão acabou mostrando sinais de hidropisia, uma doença que faz com que os órgãos internos do pobre animal acumulem muita água e ele inche feito um balão. Ele acabou morrendo porque ficou pesado demais pra conseguir subir até a superfície para comer e até respirar¹. O problema é que essa doença tem causas desconhecidas e passa com muita facilidade para outros peixes, e como resultado, o meu acabou ficando do mesmo jeito. Cheguei a gastar cem reais em um remédio que não fez droga nenhuma e ele morreu do mesmo jeito.

Chegando ao final da história, minha mãe comprou mais um betta há duas semanas pro meu irmão. Era um peixe meio feinho, pequeno e amarelo. Só que dessa vez o plano foi diferente: eles devem ter achado que seria legal matar o peixe de uma maneira estúpida, lenta e sofrida, então encheram o fundo do aquário de areia genérica sem marca e comprada em qualquer loja. O coitado morreu em quatro dias, mas esperaram até ele sofrer convulsões intermináveis para me avisar que tinha algo de errado. Dorga.

Bettas são legais, porque são muito fodas, são tiops o Stallone do mundo dos peixes: são pequenos, mas extremamente violentos. Na natureza são meio sem cor para se camuflarem bem, e caçam impiedosamente suas vítimas. São tão competitivos que podem chegar a comer os próprios alevinos machos para diminuir a concorrência. Foda².
Os bettas à venda por aí são peixes geneticamente selecionados para serem grandes e coloridos, ou seja, são máquinas de destruição geneticamente selecionadas. Se alguma espécie vai dominar o mundo depois que os humanos forem extintos, você já sabe um forte candidato.
____________

Esse é o início de uma série de posts sobre animais. Sim, I'm back... nem que seja por três ou quatro posts. Aguardem!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Google Trends diz:


Pokémon é mais popular que Jesus.

...Tá, foi só pra postar algo novo. Estou em crise criativa no momento.

domingo, 10 de maio de 2009

Vizinhança

Todo mundo tem vizinhos. Duh, isso é óbvio. Não importa se você mora em casa, apartamento, barracão ou seja lá o que for, sempre haverá alguém que mora perto de você.
E os vizinhos são uma espécie estranha, sempre digna de comentários. É estranho, porque são pessoas sobre as quais você sabe a rotina, jeito de falar, hábitos mais comuns, relacionamentos e até coisas que gostam e não gostam, mas ao mesmo tempo você mal as conhece! Quem mora em prédio e tem as famosas janelinhas de banheiro sabe do que estou falando, mas isso é algo observável também em casas geminadas.

Eu tenho três vizinhos: o da esquerda (de porta), o da direita (de banheiro) e o de cima (de elevador), porque moro no primeiro andar e não sei se a casinha do porteiro no térreo pode ser considerada como apartamento. Todos são pessoas extremamente bizonhas, mas é como dizem os mais velhos: de perto, ninguém é normal. Mas bem que vizinhos poderiam ser menos anormais, pelo nosso bem.
Meus vizinhos são a perfeita demonstração dos tipos mais comuns de vizinho. Vamos a eles.

Vizinho da esquerda, de porta: A pessoa que mora à minha esquerda é uma velha chata e incrivelmente gorda, que mora com seu filho de uns 25 anos. Ela é imensamente implicante conosco, algo que simplesmente não suporto. Certa vez, alguém do prédio comprou um filhote de cachorro que ficava latindo e gemendo o dia inteiro, talvez porque não estivesse acostumado com o novo ambiente. Pois a maluca achou que o cachorro era nosso. Sério, inexplicável, visto que os latidos, apesar de incomodarem, claramente vinham de algum apartamento mais distante. Meu peixinho também não fazia tanto barulho, a não ser por ocasionais "blubs" quando ele dava uns pulinhos.
Outra vez, quando reformava o apartamento, o pedreiro dela deu um jeito de arrancar o cabo de antena do nosso apartamento, fato que teve como resultado nós ficarmos sem TV aberta nem a cabo por quase uma semana, visto que ela não fez o menor esforço para consertar aquilo.
O filho dela já é mais legal. Acabou de se formar em Direito, tem índole boa, é engraçado e simpático. Pena que seja apaixonado por seu Jaguar 1985 e todo sábado de manhã fique afundando o pé no acelerador para que o motor "não estrague", fazendo um barulho escandaloso, ainda mais considerando que o estacionamento seja entre dois prédios bem próximos.
Mais um detalhe irritante é que eles devem ser muito populares, porque quase toda noite tem gente visitando os dois. Não teria problema se eles não fossem barulhentos, ficassem até altas horas nem fizessem aquela merda de culto religioso que todo mundo fica gritando e batendo o pé de madrugada. Nada contra rituais religiosos, mas tudo contra rituais religiosos que atrapalhem meu sono.

Vizinho da direita, de banheiro: Os vizinhos à minha direita também são velhos, mas já bem idosos e, espera-se, pacatos. Eles moram com um casal de filhos lá perto de seus 30 anos, o parceiro de um deles (que não sei qual é) e um netinho de uns 5. Algo que devo esclarecer aqui: como são vizinhos de banheiro, quase nunca os vi e apenas escuto coisas, o que torna tudo ainda mais engraçado.
O velho, pelo que deduzi, é muito esquecido, e não só de perder coisas ou algo mais normal. Várias vezes ouço a velha gritando "Fulano, limpou a bunda no banheiro?", ao que ele pode responder tanto "Claro que sim, porra!" ou "Foda-se minha bunda!". Ai, esses velhos de hoje. Pra piorar, algum deles é meio surdo, o que faz com que a maior parte da comunicação naquele apartamento seja por meio de gritos, especialmente audíveis quando você quer estudar ou dormir. Isso também faz com que a TV também seja ridiculamente alta, de modo que eu posso escutar o Domingão do Faustão direitinho quando estou no quarto.
A velhinha já é mais calma. Ela virou tipo uma babá do marido, então parece sempre preocupada e dedicada à tarefa. Ela sim é uma pessoa exemplar.
Os dois filhos são fumantes, e isso já resume bem o principal problema: pra não incomodar os velhos, geralmente eles fumam no banheiro para o cheiro não infestar o local onde eles moram. Aparentemente dá resultado, porque toda a fumaça e fedor vêm para onde eu moro. Certas tardes fica quase insuportável, tamanho o nível de poluição do ar. O filho que é casado ainda costuma brigar com o parceiro no maior volume possível. Repito: não sei se o casado é o homem ou a mulher, com um homem ou uma mulher. Só pelo que escuto fica impossível diferenciar quem está falando.
O garoto é uma criança normal. Dá uns gritos, conversa, toma banho, grita "Mãe, cabei!"...

Vizinho de cima, de elevador: No apartamento de cima, no segundo andar, mora uma família aparentemente normal: o marido, a esposa e a filha de 10 anos. Pena que o homem bata na mulher frequentemente; a mulher seja extremamente antipática, mandona e mal-educada; e a filha seja barulhenta.
Explico: o homem vez ou outra chega bêbado, ou até mesmo sóbrio, mas bate nela na maior parte das vezes que discutem.
A mulher... bem, seilá. Ela é apenas antipática, mandona e mal-educada. Aliás, é normal que ela jogue baldes de água suja pela janela da cozinha, lixo pela janela da sala, e assim vai. Às vezes o vento carrega a sujeira para dentro do meu apartamento, também. E eles instalaram um ar-condicionado recentemente, mas que vaza como eu nunca vi. Sempre que é ligado, ele faz jorrar uma torrente de água que inunda o pátio lá embaixo e ocasionamente minha sala, e parece que eles não ligam.
A filha é barulhenta. Muito. Como a maioria das meninas, ela gosta de se vestir com as roupas da mãe, especialmente os saltos e tamancos, e batê-los com violência no chão pra fazer aquele barulho. Quem mora embaixo deles? Poisé, e isso é, tiops, a tarde inteira. Às vezes, até de noite. Ela ainda é manhosa, grita, berra, xinga e faz o diabo a quatro. E o pai dela ainda reclamava que o meu irmão chorava muito quando era bebê. Há, tomou.

Equanto escrevia este texto, algo passou pela minha cabeça: eu falei, falei, falei, mas será que sou um bom vizinho?
(Parágrafo apagado)

Hmm... té a próxima.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Nha...

Pô, gente, perdeu a graça. Me mato pra pensar em um tema legal, escrever um texto nem tão curto nem tão longo, colocar piadinhas legais, usar o máximo da minha criatividade... pra nenhum retorno?
O contador ali do lado direito acusa quase 500 visitantes no momento que faço este post, mas não tenho quase nenhum comentário. Em lugar algum. Não vem dizer que as visitas são todas minhas, porque elas não contam naquele medidor.
OK, talvez seja injustiça eu dizer que não tenho retorno. Alguns amigos (e apenas alguns!) mencionam algo pessoalmente ou por msn, e fico realmente lisonjeado com isso, mas não é suficiente. Por mais que eu goste de escrever e de meus amigos, ter 2 ou 3 comentários post sim, post não realmente é desestimulante. No início escrevia bastante independente de alguém estar lendo ou não, pois achava que com o tempo mais gente visitaria, conheceria, indicaria, comentaria. Porém, o que tenho visto é que a empolgação inicial acabou e logo todos deixaram o blog meio de lado, não importando quanta divulgação eu fizesse, fosse em orkut, msn ou em conversas.

Valeu a intenção, mas não deu.
(E não me chamem de emo!)

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Academia... no inferno.

Certo dia ficou frio. Aquele frio ótimo pra ficar enrolado nos cobertores, comendo algo perigosamente calórico e vendo TV. Ainda mais uma segunda, dia de preguiça, de começo de semana, tempo de pegar no tranco. E foi nesse ritmo lerdo que faltei à academia que frequento.
Qual o problema? Nenhum, aparentemente. O mundo gira, as formigas trabalham, as estrelas realizam reações nucleares e pessoas faltam à academia. Mas essas pessoas não têm o pai que eu tenho. O cara simplesmente surtou, disse que sou um irresponsável e deixaria de pagar a mensalidade. O único jeito de evitar isso seria indo no dia seguinte.

O dia seguinte estava ainda mais frio. E escuro. E chovendo.

Não tenho roupas pra usar na academia em dias frios. Pode chamar de falta de compromisso ou vagabundagem, mas nunca me preocupei em comprar algo próprio para isso. Como resultado, pus minha costumeira bermuda, uma camisa de manga curta normalzinha e um agasalho por cima para tentar disfarçar o frio, mas é claro que falhei miseravelmente e sofri instantaneamente um choque térmico ao receber o vento. Meu fiel guarda-chuva mal conseguia enfrentar as rajadas de ar frio e a chuva que caía sem controle, a lama subia pelas calçadas, galhos eram arrancados de árvores e o céu estava de um cinza ameaçador. Grande.

De algum modo, consegui chegar vivo no meu destino. Claro que estava molhado até os ossos, mas esperava que o esforço logo me fizesse esquecer dos problemas, até mesmo do meu iPod novinho todo molhado. Tá, esse não deu pra esquecer, pelo menos não quebrou nada. O problema é que a academia estava fria pra dedéu e o instrutor ainda havia ligado os ventiladores com aqueles umidificadores. Feladamãe, passar o dia todo malhando é uma coisa, mas chegar e quase congelar é outra.
Sabe, uma das coisas que mais gosto quando vou malhar é sentir cada osso estalando na hora do alongamento. Você se sente motivado, cheio de energia, pronto pra levantar peso. Melhor ainda é nos primeiros exercícios, você estala e estica todo. Fala sério, isso é muito bom. Menos quando se estala além do limite, sendo que o frio te deixa estranhamente rígido e uma dor toma conta de pontos-chave, como panturrilha e pulso.

Salto no tempo. Peso caindo no pé, pequena discussão com um cara da minha altura mas o triplo da largura, chuva ficando cada vez mais forte lá fora, chave do armário perdida.

Depois de achar a chave e conseguir recuperar o celular e guarda-chuva, olho desanimado pela janela e noto a cortina branca de água que bloqueia minha vista. Não, eu não tenho catarata. Abro meu fiel parceiro e saio, pronto pro que der e vier.
CARALH*, FDP! Um carro passa em uma poça e joga água fria, barrenta e provavelmente cheia de leptospirose em cima de mim. Galões e galões de água desabam das nuvens impiedosamente, uma quantidade que só não assustaria o grande herói Leônidas Fontes. A curta caminhada de 500 metros até meu prédio tomou dimensões de um triatlo, como se eu estivesse fazendo a corrida e natação ao mesmo tempo.

Ao passar em frente à portaria, notei que o porteiro mal conseguiu conter o sorriso. Acho que nunca me molhei tanto, nem quando tomo banho ou entro em uma piscina. Fala sério, cheguei em casa em um estado deplorável, com a roupa encharcada totalmente grudada ao corpo, o cabelo chapado de tanta água e poças dentro dos tênis. Meu pai ainda teve a coragem de perguntar como tinha sido, ao que respondi "Tá frio lá fora". Espero que ele tenha entendido a mensagem.

Tudo isso serviu para me ensinar uma lição: Não deixe a preguiça te vencer, faça a coisa certa assim que puder Pode fazer a coisa errada, desde que ninguém fique sabendo.
Espero ter ensinado algo de valor hoje.

domingo, 22 de março de 2009

Teeenso...

Sexta-feira tive um grande problema: uma festa e um show no mesmo dia e horário. Primeiro show do Iron Maiden em Brasília, um evento histórico, uma banda que amo; ou o aniversário de uma grande amiga que considero demais?
Ambos, é claro.

E assim foi. O show (devem ter sido as melhores duas horas da minha vida) terminou precisamente às 11 e fui com amigos ao aniversário. Já no carro senti um enjoo estranho, mas deixei pra lá. E foi ignorando esse primeiro aviso que dancei um tempinho, nem foi muita coisa, mas o suficiente pro meu cérebro gritar "PARA, seu lókis! Ou dança ou vive!" e de repente parecia que eu tinha saído de um show de rock pesado e ido pra uma balada logo em seguida. Doideira.
Parece que certas coisas que você quer muito que aconteçam só aparecem na hora errada. Nunca fui chamado pra dançar com alguém na minha vida. Nunca. E logo quando mal consigo ficar acordado três pessoas me chamam pra ir pra pista de dança. Convites que eu teria aceitado sem pestanejar... se conseguisse pestanejar sem dormir. Devo ter passado por mal-humorado, isolado, sei lá.

Depois juro que tentei me levantar e conversar com as pessoas, mas minha mandíbula protestava a cada palavra pronunciada. Tenso. Fui pra dentro da casa e me larguei em um sofá pra ver se melhorava, mas o mal-estar só piorou. Nunca vou conseguir expressar como estava passando mal naquela hora. Meu coração parecia que ia estourar, minha cabeça doia demais, parecia que tinha alguém de pé em cima do meu peito, meus joelhos não dobravam. Alguns amigos tentaram me ajudar como puderam (brigadão mesmo, galera! amo vcs), mas não dava.
Liguei pro meu pai. Ele foi acordado à 1 da manhã e, pelo tom de voz, dava pra ver que ele queria mais é que eu morresse lá pra não precisar me buscar. 15 minutos depois da ligação ele liga de volta. Eu achava que ele já tinha chegado, mas não. "Sua mãe ligou pro seu tio, ele está se preparando pra ir aí". Óóóóótemo. Foi apenas meia hora, mas quase não aguentei.

Abro parênteses aqui. O fato é que dormi muito mal toda a semana, estava tremendamente cansado, estressado e me alimentando muito mal. Pra terem uma noção, na sexta-feira almocei e só fui comer de novo na festa, 1 da manhã, um docinho. Ou seja, foi uma tarde, um show do Iron e uma festa sem comer absolutamente nada.

Falei com algumas pessoas e saí. Cheguei em casa, minha mãe viu meu estado e disse "Filho, nem troca a roupa. Você vai agora no médico!", mesmo que eu estivesse praticamente dormindo em pé. Fomos no posto de saúde do lado de minha quadra, onde tinha um plantonista com cara de muito sono. Ele fez umas perguntas, uns exames, e soltou um "Meu Deus!". Nossa, como fiquei calmo ao ouvir isso. Ele disse que eu estava com fadiga muscular aguda e deveria passar o fim de semana de molho na cama, sem esforço físico, beber muita água e evitar comer coisas pesadas. Como é de se esperar, fiquei longe da cama ontem e hoje, comi picanha no almoço, estou bebendo mais Coca que água e só pra contrariar fui da garagem ao 6º andar do meu prédio de escada (mesmo que eu more no 1º). Ah, ainda machuquei legal meus dois olhos quando fui tirar as lentes naquela noite.

Isso é só pra esclarecer algumas coisas. Talvez que me viu na festa tenha me achado antipático, mal-humorado e solitário, mas o buraco é mais embaixo. Só uma coisa é certa: se tivesse outra chance, teria feito tudo igualzinho. =D