Sexta-feira tive um grande problema: uma festa e um show no mesmo dia e horário. Primeiro show do Iron Maiden em Brasília, um evento histórico, uma banda que amo; ou o aniversário de uma grande amiga que considero demais?
Ambos, é claro.
E assim foi. O show (devem ter sido as melhores duas horas da minha vida) terminou precisamente às 11 e fui com amigos ao aniversário. Já no carro senti um enjoo estranho, mas deixei pra lá. E foi ignorando esse primeiro aviso que dancei um tempinho, nem foi muita coisa, mas o suficiente pro meu cérebro gritar "PARA, seu lókis! Ou dança ou vive!" e de repente parecia que eu tinha saído de um show de rock pesado e ido pra uma balada logo em seguida. Doideira.
Parece que certas coisas que você quer muito que aconteçam só aparecem na hora errada. Nunca fui chamado pra dançar com alguém na minha vida. Nunca. E logo quando mal consigo ficar acordado três pessoas me chamam pra ir pra pista de dança. Convites que eu teria aceitado sem pestanejar... se conseguisse pestanejar sem dormir. Devo ter passado por mal-humorado, isolado, sei lá.
Depois juro que tentei me levantar e conversar com as pessoas, mas minha mandíbula protestava a cada palavra pronunciada. Tenso. Fui pra dentro da casa e me larguei em um sofá pra ver se melhorava, mas o mal-estar só piorou. Nunca vou conseguir expressar como estava passando mal naquela hora. Meu coração parecia que ia estourar, minha cabeça doia demais, parecia que tinha alguém de pé em cima do meu peito, meus joelhos não dobravam. Alguns amigos tentaram me ajudar como puderam (brigadão mesmo, galera! amo vcs), mas não dava.
Liguei pro meu pai. Ele foi acordado à 1 da manhã e, pelo tom de voz, dava pra ver que ele queria mais é que eu morresse lá pra não precisar me buscar. 15 minutos depois da ligação ele liga de volta. Eu achava que ele já tinha chegado, mas não. "Sua mãe ligou pro seu tio, ele está se preparando pra ir aí". Óóóóótemo. Foi apenas meia hora, mas quase não aguentei.
Abro parênteses aqui. O fato é que dormi muito mal toda a semana, estava tremendamente cansado, estressado e me alimentando muito mal. Pra terem uma noção, na sexta-feira almocei e só fui comer de novo na festa, 1 da manhã, um docinho. Ou seja, foi uma tarde, um show do Iron e uma festa sem comer absolutamente nada.
Falei com algumas pessoas e saí. Cheguei em casa, minha mãe viu meu estado e disse "Filho, nem troca a roupa. Você vai agora no médico!", mesmo que eu estivesse praticamente dormindo em pé. Fomos no posto de saúde do lado de minha quadra, onde tinha um plantonista com cara de muito sono. Ele fez umas perguntas, uns exames, e soltou um "Meu Deus!". Nossa, como fiquei calmo ao ouvir isso. Ele disse que eu estava com fadiga muscular aguda e deveria passar o fim de semana de molho na cama, sem esforço físico, beber muita água e evitar comer coisas pesadas. Como é de se esperar, fiquei longe da cama ontem e hoje, comi picanha no almoço, estou bebendo mais Coca que água e só pra contrariar fui da garagem ao 6º andar do meu prédio de escada (mesmo que eu more no 1º). Ah, ainda machuquei legal meus dois olhos quando fui tirar as lentes naquela noite.
Isso é só pra esclarecer algumas coisas. Talvez que me viu na festa tenha me achado antipático, mal-humorado e solitário, mas o buraco é mais embaixo. Só uma coisa é certa: se tivesse outra chance, teria feito tudo igualzinho. =D
domingo, 22 de março de 2009
segunda-feira, 16 de março de 2009
Falando sério
Hoje a coisa é um pouco mais sem graça. Acontece que estava escrevendo uma redação pro colégio ("Sustentabilidade: Um dever de todos) e senti uma grande dificuldade em não escrever certas coisas que pensei. Ainda bem que tenho este cantinho pra dizer o que quero. =P
Será que toda essa destruição causada pelo ser humano não seria, no fim das contas, benéfica? Uma espécie extremamente destrutiva começa a aloprar por aí e causar caos no planeta. O planeta sofre com isso, causando desastres naturais que levam a tal espécie à extinção, ou quase isso. Algumas pessoas sobrevivem e reiniciam a espécie humana, dessa vez com uma mentalidade diferente. Uma sociedade que não seja capitalista, que viva como os índios viviam originalmente. Sem reprodução descontrolada, avanço tecnológico exagerado ou destruição do meio ambiente. Vocês sabem que a natureza é perfeita e com certeza se recuperaria dessa peste chata.
Podem me chamar de fatalista, mas acho que a humanidade nunca vai se conscientizar do erro que está cometendo. Tenho certeza mais que absoluta que o aquecimento global não será controlado, as florestas vão sumir, espécies inteiras vão virar purpurina e tudo será destruído. Porém, lembrem-se que a Terra já passou por meteoros gigantescos, eras glaciais intensas e situações muito mais adversas que isso.
Fomos apenas uma experiência ousada que não deu certo. Nada mais justo que nosso criador nos jogar no lixo, seja a natureza, Deus ou quem você achar que seja.
Será que toda essa destruição causada pelo ser humano não seria, no fim das contas, benéfica? Uma espécie extremamente destrutiva começa a aloprar por aí e causar caos no planeta. O planeta sofre com isso, causando desastres naturais que levam a tal espécie à extinção, ou quase isso. Algumas pessoas sobrevivem e reiniciam a espécie humana, dessa vez com uma mentalidade diferente. Uma sociedade que não seja capitalista, que viva como os índios viviam originalmente. Sem reprodução descontrolada, avanço tecnológico exagerado ou destruição do meio ambiente. Vocês sabem que a natureza é perfeita e com certeza se recuperaria dessa peste chata.
Podem me chamar de fatalista, mas acho que a humanidade nunca vai se conscientizar do erro que está cometendo. Tenho certeza mais que absoluta que o aquecimento global não será controlado, as florestas vão sumir, espécies inteiras vão virar purpurina e tudo será destruído. Porém, lembrem-se que a Terra já passou por meteoros gigantescos, eras glaciais intensas e situações muito mais adversas que isso.
Fomos apenas uma experiência ousada que não deu certo. Nada mais justo que nosso criador nos jogar no lixo, seja a natureza, Deus ou quem você achar que seja.
domingo, 8 de março de 2009
Isso foi pra mim?
O Ressaca Moral fez um post falando sobre alguns tipos de blogueiros. Acho que esse Doda me conhece, veja só:
Imagino se não será o meu destino muito em breve.
Eu, blogólatra
O primeiro post é uma justificativa que mal disfarça a auto-importância que o blogueiro acha possuir como uma estrela das relações sociais, geralmente começa com “ok, ok, após insistência dos amigos e muito relutar, decidi fazer esse negócio de blog, ainda não sei mexer direito nisso aqui, mas com o tempo eu aprendo, eheheheheh”. Achando que seu blog será um sucesso, o blogólatra decepciona-se ao perceber depois que é só mais um perdido no meio de uma multidão de outros sítios não muito diferentes do seu.
Imagino se não será o meu destino muito em breve.
sábado, 7 de março de 2009
Enrolação
Com a ajuda dos tios Gúgol Ãrf e Pêint, vou mostrar o cenário dos últimos posts:
A rampa é aquela marca branca ao lado do carro circulado, pra quem não entender. O "estou aqui" é a posição do meu apartamento. "A descida" indica um terrível monstro invisível que está pronto pra destruir a cidade. Ou talvez a ladeira, seilá.
Poizé. Logo aparece um texto novo, belê?
A rampa é aquela marca branca ao lado do carro circulado, pra quem não entender. O "estou aqui" é a posição do meu apartamento. "A descida" indica um terrível monstro invisível que está pronto pra destruir a cidade. Ou talvez a ladeira, seilá.Poizé. Logo aparece um texto novo, belê?
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